sábado, abril 18, 2009

 

Região

1) Correria à pesca de trutas na barragem dos Pisões
Em Janeiro havia sido largamente divulgado que o temporal que assolou a região havia destruído as redes do viveiro de truta salmonada da barragem dos Pisões. Milhares delas invadiram a barragem, ainda que a empresa proprietária Quinta do Salmão tivesse capturado grande parte. Inclusive, o Ministério da Agricultura autorizou-a a capturar, durante três dias, o peixe "foragido".
Por isso, em dia de abertura oficial de pesca à truta (1 de Abril), era de esperar uma enchente de pescadores, sobretudo minhotos. E assim aconteceu. A barragem dos Pisões foi invadida por milhares deles, bem cedo. Para garantir lugar, houve quem não dormisse. Às primeiras horas da manhã, as margens da albufeira estavam já cheias de adeptos da modalidade, vindos sobretudo da zona do Minho e do Porto.
Quem não andavam satisfeitos eram os Barrosões, exceptuando, naturalmente, os proprietários dos restaurantes que circundam a Barragem. Primeiro, porque o Ministério da Agricultura não devia permitir a recaptura do peixe, já que o Seguro da empresa havia pago todo o prejuízo; depois porque os Minhotos "comem tudo e não deixam nada". Vêm com o farnel às costas, o dinheiro da licença não fica em Montalegre e, no final do dia, regressam à sua terra deixando no terreno todo o lixo.

2) Sensibilização Rodoviária em Montalegre
A Rádio Montalegre, promoveu numa operação STOP efectuada pela GNR e levada a cabo pelo Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre uma acção de sensibilização rodoviária com o objectivo de alertar os automobilistas sobre a importância do cumprimento das regras de segurança na estrada. Eram 15h00 e estava tudo a postos no cruzamento de S. Vicente da Chã - Montalegre, cerca de 15 escuteiros, com idades compreendidas entre os 6 e 18 anos, abordaram os automobilistas oriundos de diversas zonas do país e da vizinha Espanha, onde através da distribuição de panfletos e apelos incisivos no controlo da velocidade, excesso de álcool e substâncias psicotrópicas, uso de telemóvel e falta de utilização de cintos de segurança nos bancos da frente e traseiros, além do uso devido das cadeiras para crianças; alertas para as boas práticas a ter em conta enquanto se conduz. Por sua vez, os destinatários desta acção mostraram-se agradavelmente surpreendidos, e cerca de 80 % dos inquiridos referiram que esta prática é pouco comum, mas muito bem-vinda. Recorde-se que a Rádio Montalegre tem promovido no terreno diversas acções promotoras da segurança rodoviária, destinadas a públicos distintos, desde crianças do pré-escolar, à 3ª idade com recolhimento de registos áudio para posterior emissão em programas específicos sobre o tema. Estas iniciativas inserem-se no âmbito de um protocolo assinado com esta estação emissora e o Governo Civil do Distrito de Vila Real. (Noticia MJA)

3) Montalegre na Feira de Nanterre
Realizou-se de 3 a 5 de Abril em Nanterre, França, a já tradicional Feira de Nanterre. Como já vem sendo hábito, a Câmara de Montalegre faz-se representar nesta Feira com farta comitiva, mas este ano ainda mais. Por certo que não há Câmara no país que aplique tantos recursos neste certame como a de Montalegre, porque nenhuma outra tem iguais objectivos.
Sob a aparência de uma feira de divulgação de produtos da terra junto dos emigrantes e de uma feira de convívio que serve para "reforçar o orgulho barrosão", a verdade é que esta feira esconde objectivos bem mais profundos e subtis: serve sobretudo para, "in loco", ampliar contactos e reforçar uma rede de apoiantes e angariadores que na altura das eleições autárquicas virão votar no PS, e à custa dos quais a actual autarquia se tem perpetuado no poder. E sem pagar nada, porque os objectivos declarados é de promoção de Barroso. O PSD também aí este presente, mas pagou tudo do seu bolso.
"Saímos daqui mais portugueses"
No seu discurso empolgado, Fernando Rodrigues afirmou que saía de Nanterre mais português em virtude do apoio e calor humano que sentiu. É provável. Tal como é provável que saia de lá com mais umas dezenas ou centenas de votos para as próximas eleições autárquicas.
"O presidente dos emigrantes"
Noutra parte do seu discurso, Fernando Rodrigues afirmou: "Dizem que eu sou o presidente dos emigrantes ... pois quero dizer-vos que sinto muita honra e muito orgulho". E sem dúvida que é o "Presidente dos emigrantes". Primeiro, porque nenhuma outra Câmara do país goza do benefício de, em altura das eleições autárquicas (só das autárquicas!), ter inúmeros votantes a deslocarem-se de tão longe, com tantos meios de transporte e tão bem organizados. Mas ainda há outra razão para, com justa razão, ser apostrofado de "o presidente dos emigrantes": pela quantidade de gente do seu concelho que teve de emigrar para França e Suiça, por na sua terra não terem meios de sobrevivência. São poucos os privilegiados que não precisaram de emigrar.

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