Quinta-feira, Setembro 24, 2009
Opinião/Política
Postes, batatas, pneus e Políticos redondos
Admite-se que se façam estradas onde os postes de iluminação estão colocados diante dos railes? Na opinião do nosso Presidente da Câmara sim, desde que os postes sejam redondos. Isto acontece na nova e pomposa variante, que faz a ligação da "rotunda do Ecomarche" até à "rotunda da batata". Por um lado, ainda bem que lá fizeram uma estátua a simular o cultivo da batata, porque a avaliar pelo caminho que vamos, o seu cultivo tende a acabar, por isso homenagens como esta são sempre bem-vindas. Por outro lado, não seria melhor deixar uma rotunda simples e usar esse dinheiro no incentivo ao cultivo e comercialização da própria batata? Só de pensar que no tempo do meu avo eram às 40 toneladas por produtor, e agora, será que a terra deixou de dar batatas?
Já agora, e mudando de assunto, gostaria de saber o que é que os "Antónios" e "José Rodrigues" deste concelho pensam sobre o caso da acumulação de lugares por duas pessoas quando se podiam empregar pelo menos quatro. Não lhes parece pouco justa a distribuição dos mesmos? E os salários auferidos por esses mesmos, não lhes parecem ser bastante elevados?
Ainda bem que o PSD denunciou esse caso acabando com esses favorecimentos. E o que acham do custo exorbitante de cada pneu que entra no BMW da Câmara?! E depois de tudo isto, que se passa com o abalo do partido socialista, ainda vêm dizer que há candidato para queimar? Eu sei que o ódio é grande, e o rancor enorme, por haverem pessoas a fazer perguntas chatas, mas olhem um bocadinho para o que se passa no Partido Socialista e vejam se o seu voto esta bem entregue.
Já agora, e mudando de assunto, gostaria de saber o que é que os "Antónios" e "José Rodrigues" deste concelho pensam sobre o caso da acumulação de lugares por duas pessoas quando se podiam empregar pelo menos quatro. Não lhes parece pouco justa a distribuição dos mesmos? E os salários auferidos por esses mesmos, não lhes parecem ser bastante elevados?
Ainda bem que o PSD denunciou esse caso acabando com esses favorecimentos. E o que acham do custo exorbitante de cada pneu que entra no BMW da Câmara?! E depois de tudo isto, que se passa com o abalo do partido socialista, ainda vêm dizer que há candidato para queimar? Eu sei que o ódio é grande, e o rancor enorme, por haverem pessoas a fazer perguntas chatas, mas olhem um bocadinho para o que se passa no Partido Socialista e vejam se o seu voto esta bem entregue.
Opinião de David
Destaque 2
Medicina popular faz homenagem póstuma à "Tia Pitinha"
Decorreu do dia 3 a 5 de Setembro a XXIII.ª edição do Congresso de Medicina Popular de Vilar de Perdizes, que conta na organização com o Padre Lourenço Fontes a quem a autarquia, por reconhecimento, nomeou patrono do Ecomuseu – Espaço Padre Fontes.
Foi aberto pelo vereador da cultura, Orlando Alves, que referiu que "Vilar de Perdizes é cultura. O congresso é cultura. Como sempre digo, Vilar tem que ser o que sempre foi. Vilar é medicina popular. Tem que valorizar aquilo que as pessoas ainda hoje praticam: a cultura do chá, o que a horta dá, tudo aquilo que é uma prática da medicina popular"; e confessou que ele próprio é consumidor e partidário da medicina popular.
Vinte e seis anos depois, a grande diferença é relativa à diminuição de pessoas (paira sobre o Congresso um futuro incerto quando não poderá contar na organização com a figura tutelar do Padre Fontes) e a essa viragem da autêntica medicina popular para as medicinas alternativas de duvidoso talento. Na verdade, cada vez menos o Congresso é de medicina Popular; cada vez mais é um espaço aberto a cartomantes, tarôs, curandeiros e profissionais de duvidosa qualidade.
Mestre Alves revela que tem a cura: "Para a Gripe A, a solução é ter uma pedra destas sempre à mão, que vem de Marrocos e já passou por algumas pestes com sucesso". E mostra uma pequena pedra de cristais.
Eduardo Garcia, terapeuta hipnótico e especialista em regressões a vidas passadas, garante que não há nada como uma boa hipnose para deixar de fumar. "Quando a pessoa entra num estado de consciência alterado, dou-lhe sugestões de carácter repulsivo". Vamos aos exemplos…: "Se for dada a sugestão ao cliente que o cigarro vai saber a gasolina, da próxima vez que a pessoa for fumar, vai-lhe saber a gasolina...!". Mas não vá o diabo tecê-las, para que não haja a possibilidade da cura falhar, Eduardo vai mais ao fundo: "Por norma uso mais a porcaria...dizendo mesmo o nome... uso porcaria de fossa.". E, garante, a vontade de fumar vai por água abaixo.
Por vinte euros, João Almeida faz disparar a máquina. "A fotografia da aura, é uma análise do nosso campo bio-magnético. As cores que podem surgir dependem da fase da vida em que estamos...". Vermelho, laranja, amarelo...um arco-íris de revelações para o auto-conhecimento.
Com um vestido preto, cabelos espalhados pelas costas, Maria Escaleira mostra um pequeno expositor com incensos, uns pacotinhos onde se pode ler "feitiços" e um pote com pedrinhas para escolher à sorte e ler o destino.
Para a má disposição, chás há poucos. As ervas medicinais começam a perder lugar. Este ano, há um espaço em branco no recinto da feira. A "Ti Ana Pitinha", a senhora de lenço preto que durante 22 anos apanhou e vendeu ervas medicinais no Congresso, e que sabia de cor todas as soluções da natureza para os males do corpo e da mente, morreu em Fevereiro. Para a homenagear, o Eco Museu do Barroso montou uma exposição com fotografias, pertences e ervas que a senhora colheu ainda este ano. Se os chás vão diminuído, as poções mágicas vão aumentando.
Destaque
Estrada Montalegre-Chaves/A24: As pessoas só acreditam quando virem
Depois de várias promessas antigas de rectificação da famosa Estrada Nacional 103, feitas pelo Presidente da Câmara (que chegou a por o seu lugar em causa pela estrada) e pelo Governo, da mesma cor partidária, e que ainda estão por cumprir; eis que agora, em tempo de dupla campanha eleitoral, se lança para a comunicação social nova promessa, a de requalificação do acesso Norte (por Vilar e Soutelinho da Raia) Montalegre-Chaves e A24, e que permitiria fazer o percurso em 15-20 minutos. Mas os Portugueses em geral, e os Barrosões em particular, já estão fartos de promessas e propagandas enganosas e agora, tal como S. Tomé, só acreditam vendo.
Já por várias vezes a construção da estrada Montalegre-Chaves/A24 por Vilar de Perdizes foi anunciada e outras tantas desmentida. O mesmo se passa com a estrada 103 que liga Montalegre a Braga: por várias vezes a Câmara anunciou uma boa estrada (já que era um compromisso assumido com a região pelo Primeiro Ministro José Sócrates), com via de lentos nas subidas para fácil ultrapassagens, com um grande viaduto em Ruivães (no valor de 25 milhões de Euros), mas nada, nada. De Montalegre aos Pisões estava prevista o corte de 3 grandes curvas, mas já não vão ser cortadas. A prova está na colocação do recente tapete em toda a sua extensão. Se fossem curvas para cortar não se justificava estarem a pôr um recente tapete betuminoso.
Isso é enganar o povo.
Agora vem a Câmara mais uma vez, em vésperas de eleições, anunciar com pompa e circunstância a remodelação daquele troço, e que Montalegre vai ficar a apenas 15/20 minutos de Chaves e da rede de auto-estradas nacionais. As pessoas só acreditam quando virem porque já não têm confiança na Câmara. Tem todo o aspecto de uma manobra eleitoral, porque "ainda não há financiamento comunitário assegurado" e a autarquia está fortemente endividada em 16 milhões de Euros. Como pode estar a Câmara tão certa da remodelação da estrada se não existe financiamento? Contudo, Fernando Rodrigues diz que não tem medo e que já arriscou com «obras mais complicadas» e, que depois, conseguiu o dinheiro rematando, ao seu estilo: «se não se fizer é que não há obra nem dinheiro».
Segundo a Autarquia, esta importante obra vai ser executada em duas fases, havendo, segundo garantia de Fernando Rodrigues, presidente da autarquia barrosã, o compromisso do presidente da Câmara de Chaves de avançar com o melhoramento de alguns troços do seu concelho.
Relativamente ao projecto elaborado, da parte de Montalegre, haverá uma estrada nova de Solveira aos limites do concelho, sendo beneficiada desde Montalegre nos sítios onde o pavimento se encontra mais degradado.
Do lado de Chaves, embora não seja toda beneficiada de imediato, a estrada vai ter uma grande intervenção que poupa em tempo e que ganha em comodidade e segurança.
Com isto, a estrada segue de Solveira pela Porrinha, vai à curva antes da ponte existente, que é feita de novo, mais alta e mais larga, segue pela Assurreira, onde vai ser construída uma nova ponte que vai ser adjudicada, e segue pelo caminho que se vê da estrada de Meixide. Antes de chegar a Soutelinho da Raia, inclina à direita, para não entrar nas hortas e lameiros da aldeia, e entronca na estrada velha, seguindo por trás do cemitério, encaixando, novamente, na existente. Em Bustelo é construída uma variante para acabar com aquela subida aos cotovelos imprópria de uma estrada moderna.
A nova ponte da Assurreira já vai ser entregue ao empreiteiro tendo um prazo de execução de seis meses. A obra vai custar 450 mil euros, sendo financiada pelo programa Interreg e co-financiada pelos dois municípios (Montalegre e Chaves). O restante troço do município de Montalegre também já está a concurso com valores, em orçamento, na ordem dos 2,7 milhões de euros. A obra vai realizar-se em 12 meses.
Isso é enganar o povo.
Agora vem a Câmara mais uma vez, em vésperas de eleições, anunciar com pompa e circunstância a remodelação daquele troço, e que Montalegre vai ficar a apenas 15/20 minutos de Chaves e da rede de auto-estradas nacionais. As pessoas só acreditam quando virem porque já não têm confiança na Câmara. Tem todo o aspecto de uma manobra eleitoral, porque "ainda não há financiamento comunitário assegurado" e a autarquia está fortemente endividada em 16 milhões de Euros. Como pode estar a Câmara tão certa da remodelação da estrada se não existe financiamento? Contudo, Fernando Rodrigues diz que não tem medo e que já arriscou com «obras mais complicadas» e, que depois, conseguiu o dinheiro rematando, ao seu estilo: «se não se fizer é que não há obra nem dinheiro».
Segundo a Autarquia, esta importante obra vai ser executada em duas fases, havendo, segundo garantia de Fernando Rodrigues, presidente da autarquia barrosã, o compromisso do presidente da Câmara de Chaves de avançar com o melhoramento de alguns troços do seu concelho.
Relativamente ao projecto elaborado, da parte de Montalegre, haverá uma estrada nova de Solveira aos limites do concelho, sendo beneficiada desde Montalegre nos sítios onde o pavimento se encontra mais degradado.
Do lado de Chaves, embora não seja toda beneficiada de imediato, a estrada vai ter uma grande intervenção que poupa em tempo e que ganha em comodidade e segurança.
Com isto, a estrada segue de Solveira pela Porrinha, vai à curva antes da ponte existente, que é feita de novo, mais alta e mais larga, segue pela Assurreira, onde vai ser construída uma nova ponte que vai ser adjudicada, e segue pelo caminho que se vê da estrada de Meixide. Antes de chegar a Soutelinho da Raia, inclina à direita, para não entrar nas hortas e lameiros da aldeia, e entronca na estrada velha, seguindo por trás do cemitério, encaixando, novamente, na existente. Em Bustelo é construída uma variante para acabar com aquela subida aos cotovelos imprópria de uma estrada moderna.
A nova ponte da Assurreira já vai ser entregue ao empreiteiro tendo um prazo de execução de seis meses. A obra vai custar 450 mil euros, sendo financiada pelo programa Interreg e co-financiada pelos dois municípios (Montalegre e Chaves). O restante troço do município de Montalegre também já está a concurso com valores, em orçamento, na ordem dos 2,7 milhões de euros. A obra vai realizar-se em 12 meses.
Nº 426
Quinta-feira, Maio 07, 2009
Nº 418
Sábado, Abril 18, 2009
Desporto
Dobradinha Ainda é Possível
O CDC Montalegre, depois de ter amealhado a conquista do campeonato distrital (e consequente subida à 3ª divisão nacional), aposta agora tudo na conquista da Taça da Associação de Vila Real, o que seria uma dobradinha inédita no seu historial. Para já as suas aspirações mantêm-se intactas depois de na passada sexta-feira Santa ter recebido e batido o Fiolhoso por 2-0, resultado que lhe garantiu a passagem às meias-finais.
Entretanto, o sorteio desta fase já foi realizado e a turma barrosã teve a sorte de conseguir jogar em casa (recebe o Atei) e evitar as outras duas equipas mais fortes ainda em prova (Régua e Abrambres). Os jogos serão disputados no próximo dia 5 de Maio.
O jogo com o Fiolhoso foi na senda do jogo do fim-de-semana anterior a contar para o campeonato frente ao Murça (mesmo resultado e tudo), ou seja, um bocado mal jogado, fruto talvez já de alguma descompressão dos atletas barrosões depois da conquista do campeonato e também da incerteza que já começa a pairar quanto ao futuro do treinador José Manuel Viage (um treinador da terra e que em dois anos tão bons resultados alcançou).
Ainda assim, foi sempre o Montalegre que dominou na tarde fria e chuvosa que assolou a região, mas as oportunidades foram escassas, sobretudo na primeira parte. O Fiolhoso provou em Montalegre o porque de estar a fazer uma época tranquila, sobretudo pela boa defesa e meio campo muito combativo e foi aguentando o 0-0 quase até final. Quando se aproximava o minuto 80, Palhares acabaria por marcar o 1-0 na sequência de um lance confuso na área do Fiolhoso, após pontapé de canto. A perder, o Fiolhoso foi obrigado a ir à procura, pelo menos, do empate que daria prolongamento, mas acabou por abrir espaços na sua defesa que o Montalegre soube aproveitar para contra-atacar. E foi já ao cair do pano, num destes contra-ataques que Vítor Dias, recém entrado, ganhou espaço pela direita e cruzou para a área onde apareceu um corte com o braço e a respectiva grande penalidade, convertida como sempre, com toda a classe por João Pedro.
No campeonato, como já referimos, o Montalegre recebeu e venceu o Murça por 2-0 a contar para a 27ª jornada, mantendo a possibilidade de acabar o campeonato sem derrotas (faltam apenas 3 jornadas). Mas a sensação da 27ª jornada acabou por ser o vizinho Boticas, que foi a casa do Pedras Salgadas vencer por 3-0 e dar um passo decisivo rumo à manutenção e à garantia de uma equipa do Barroso nesta competição na próxima época.
Política
1) Como se gasta mal os dinheiros públicos
O PSD denunciou aquilo que considera um escândalo, relativamente ao exorbitante custo de uma muda de pneus do carro do Presidente da Câmara, no valor de 2063,78 euros. Na altura, o caso foi exposto em Assembleia Municipal, e o Presidente reagiu à sua boa maneira, nada explicando, e a todos tratando mal.
Um ano volvido, vem-nos dar razão, uma vez que a nova muda de pneus, apenas custou 1178,54 euros, e convém frisar que se trata exactamente da mesma marca e características de pneus.
Sabendo que no ano em que gastou mais, havia um contrato e que nada baixou de preço no país, consideramos que se trata de má gestão dos dinheiros públicos e desafiamos o Presidente da Câmara a justificar-se e a retratar-se publicamente por esta incompreensível situação.
O PSD congratula-se contudo, de verificar que vale a pena fazer oposição e criticar publicamente actos de esbanjamento de dinheiros públicos, pois com isso conseguimos moralizar e garantimos expectativas de confiança à população na nossa capacidade para vir a governar a Câmara.
Deixamos neste artigo, os documentos comprovativos desta situação, porque estamos na política com VERDADE e frontalidade!
Um ano volvido, vem-nos dar razão, uma vez que a nova muda de pneus, apenas custou 1178,54 euros, e convém frisar que se trata exactamente da mesma marca e características de pneus.
Sabendo que no ano em que gastou mais, havia um contrato e que nada baixou de preço no país, consideramos que se trata de má gestão dos dinheiros públicos e desafiamos o Presidente da Câmara a justificar-se e a retratar-se publicamente por esta incompreensível situação.
O PSD congratula-se contudo, de verificar que vale a pena fazer oposição e criticar publicamente actos de esbanjamento de dinheiros públicos, pois com isso conseguimos moralizar e garantimos expectativas de confiança à população na nossa capacidade para vir a governar a Câmara.
Deixamos neste artigo, os documentos comprovativos desta situação, porque estamos na política com VERDADE e frontalidade!
2) Câmara de Montalegre faz uma boa promoção da terra, mas a que preço!
Na última "Sexta-feira 13", em Março, a vila de Montalegre poderá ter registado a maior enchente de gente da sua história, vinda da região, concelhos limítrofes e outras zonas do país. É certo que isso é uma promoção da terra e lucro para os poucos restaurantes e casas de turismo. Esse facto também confirma a Câmara como sendo boa a organizar festas, festanças e festarolas. Se alguém tem dúvida acerca dessa capacidade, ficou desenganado.
Todavia, tudo isso tem um preço e ao que parece bem elevado, que prejudica o desenvolvimento sustentável de outras áreas bem mais importantes. Quanto pagou a Câmara pela realização desse evento? Vai ou não apresentar contas sérias ou vai calar como fez com a Pista? Fala-se em 500 mil Euros. O povo tem direito a saber a verdade.
Não há dúvida que esteve muito dinheiro em jogo. Foi contratada uma equipa de teatro profissional da Póvoa de Lanhoso que andou nos ensaios cerca de oito dias; foram mobilizados cenários sofisticados, inúmeros adereços, maquilhagens, caracterizações, luzes (de néon e de archotes), música, sons amplificados, malabaristas, contorcionistas, fogo de artifício diversificado e prolongado, jogadores de pau e, não podia faltar, uma grande jantarada no Multiusos para os eleitos da Câmara.
Está bem, mas é preciso apresentar contas. Como os mordomos de uma festa, no final apresentam-se contas e as deste evento já tardam. Mas isso pode trazer-lhes azar.
Todavia, tudo isso tem um preço e ao que parece bem elevado, que prejudica o desenvolvimento sustentável de outras áreas bem mais importantes. Quanto pagou a Câmara pela realização desse evento? Vai ou não apresentar contas sérias ou vai calar como fez com a Pista? Fala-se em 500 mil Euros. O povo tem direito a saber a verdade.
Não há dúvida que esteve muito dinheiro em jogo. Foi contratada uma equipa de teatro profissional da Póvoa de Lanhoso que andou nos ensaios cerca de oito dias; foram mobilizados cenários sofisticados, inúmeros adereços, maquilhagens, caracterizações, luzes (de néon e de archotes), música, sons amplificados, malabaristas, contorcionistas, fogo de artifício diversificado e prolongado, jogadores de pau e, não podia faltar, uma grande jantarada no Multiusos para os eleitos da Câmara.
Está bem, mas é preciso apresentar contas. Como os mordomos de uma festa, no final apresentam-se contas e as deste evento já tardam. Mas isso pode trazer-lhes azar.
Nota: Comunicados PSD Montalegre
Região
1) Correria à pesca de trutas na barragem dos Pisões
Em Janeiro havia sido largamente divulgado que o temporal que assolou a região havia destruído as redes do viveiro de truta salmonada da barragem dos Pisões. Milhares delas invadiram a barragem, ainda que a empresa proprietária Quinta do Salmão tivesse capturado grande parte. Inclusive, o Ministério da Agricultura autorizou-a a capturar, durante três dias, o peixe "foragido".
Por isso, em dia de abertura oficial de pesca à truta (1 de Abril), era de esperar uma enchente de pescadores, sobretudo minhotos. E assim aconteceu. A barragem dos Pisões foi invadida por milhares deles, bem cedo. Para garantir lugar, houve quem não dormisse. Às primeiras horas da manhã, as margens da albufeira estavam já cheias de adeptos da modalidade, vindos sobretudo da zona do Minho e do Porto.
Quem não andavam satisfeitos eram os Barrosões, exceptuando, naturalmente, os proprietários dos restaurantes que circundam a Barragem. Primeiro, porque o Ministério da Agricultura não devia permitir a recaptura do peixe, já que o Seguro da empresa havia pago todo o prejuízo; depois porque os Minhotos "comem tudo e não deixam nada". Vêm com o farnel às costas, o dinheiro da licença não fica em Montalegre e, no final do dia, regressam à sua terra deixando no terreno todo o lixo.
Por isso, em dia de abertura oficial de pesca à truta (1 de Abril), era de esperar uma enchente de pescadores, sobretudo minhotos. E assim aconteceu. A barragem dos Pisões foi invadida por milhares deles, bem cedo. Para garantir lugar, houve quem não dormisse. Às primeiras horas da manhã, as margens da albufeira estavam já cheias de adeptos da modalidade, vindos sobretudo da zona do Minho e do Porto.
Quem não andavam satisfeitos eram os Barrosões, exceptuando, naturalmente, os proprietários dos restaurantes que circundam a Barragem. Primeiro, porque o Ministério da Agricultura não devia permitir a recaptura do peixe, já que o Seguro da empresa havia pago todo o prejuízo; depois porque os Minhotos "comem tudo e não deixam nada". Vêm com o farnel às costas, o dinheiro da licença não fica em Montalegre e, no final do dia, regressam à sua terra deixando no terreno todo o lixo.
2) Sensibilização Rodoviária em Montalegre
A Rádio Montalegre, promoveu numa operação STOP efectuada pela GNR e levada a cabo pelo Agrupamento de Escuteiros 1115 de Montalegre uma acção de sensibilização rodoviária com o objectivo de alertar os automobilistas sobre a importância do cumprimento das regras de segurança na estrada. Eram 15h00 e estava tudo a postos no cruzamento de S. Vicente da Chã - Montalegre, cerca de 15 escuteiros, com idades compreendidas entre os 6 e 18 anos, abordaram os automobilistas oriundos de diversas zonas do país e da vizinha Espanha, onde através da distribuição de panfletos e apelos incisivos no controlo da velocidade, excesso de álcool e substâncias psicotrópicas, uso de telemóvel e falta de utilização de cintos de segurança nos bancos da frente e traseiros, além do uso devido das cadeiras para crianças; alertas para as boas práticas a ter em conta enquanto se conduz. Por sua vez, os destinatários desta acção mostraram-se agradavelmente surpreendidos, e cerca de 80 % dos inquiridos referiram que esta prática é pouco comum, mas muito bem-vinda. Recorde-se que a Rádio Montalegre tem promovido no terreno diversas acções promotoras da segurança rodoviária, destinadas a públicos distintos, desde crianças do pré-escolar, à 3ª idade com recolhimento de registos áudio para posterior emissão em programas específicos sobre o tema. Estas iniciativas inserem-se no âmbito de um protocolo assinado com esta estação emissora e o Governo Civil do Distrito de Vila Real. (Noticia MJA)
3) Montalegre na Feira de Nanterre
Realizou-se de 3 a 5 de Abril em Nanterre, França, a já tradicional Feira de Nanterre. Como já vem sendo hábito, a Câmara de Montalegre faz-se representar nesta Feira com farta comitiva, mas este ano ainda mais. Por certo que não há Câmara no país que aplique tantos recursos neste certame como a de Montalegre, porque nenhuma outra tem iguais objectivos.
Sob a aparência de uma feira de divulgação de produtos da terra junto dos emigrantes e de uma feira de convívio que serve para "reforçar o orgulho barrosão", a verdade é que esta feira esconde objectivos bem mais profundos e subtis: serve sobretudo para, "in loco", ampliar contactos e reforçar uma rede de apoiantes e angariadores que na altura das eleições autárquicas virão votar no PS, e à custa dos quais a actual autarquia se tem perpetuado no poder. E sem pagar nada, porque os objectivos declarados é de promoção de Barroso. O PSD também aí este presente, mas pagou tudo do seu bolso.
"Saímos daqui mais portugueses"
No seu discurso empolgado, Fernando Rodrigues afirmou que saía de Nanterre mais português em virtude do apoio e calor humano que sentiu. É provável. Tal como é provável que saia de lá com mais umas dezenas ou centenas de votos para as próximas eleições autárquicas.
"O presidente dos emigrantes"
Noutra parte do seu discurso, Fernando Rodrigues afirmou: "Dizem que eu sou o presidente dos emigrantes ... pois quero dizer-vos que sinto muita honra e muito orgulho". E sem dúvida que é o "Presidente dos emigrantes". Primeiro, porque nenhuma outra Câmara do país goza do benefício de, em altura das eleições autárquicas (só das autárquicas!), ter inúmeros votantes a deslocarem-se de tão longe, com tantos meios de transporte e tão bem organizados. Mas ainda há outra razão para, com justa razão, ser apostrofado de "o presidente dos emigrantes": pela quantidade de gente do seu concelho que teve de emigrar para França e Suiça, por na sua terra não terem meios de sobrevivência. São poucos os privilegiados que não precisaram de emigrar.
Sob a aparência de uma feira de divulgação de produtos da terra junto dos emigrantes e de uma feira de convívio que serve para "reforçar o orgulho barrosão", a verdade é que esta feira esconde objectivos bem mais profundos e subtis: serve sobretudo para, "in loco", ampliar contactos e reforçar uma rede de apoiantes e angariadores que na altura das eleições autárquicas virão votar no PS, e à custa dos quais a actual autarquia se tem perpetuado no poder. E sem pagar nada, porque os objectivos declarados é de promoção de Barroso. O PSD também aí este presente, mas pagou tudo do seu bolso.
"Saímos daqui mais portugueses"
No seu discurso empolgado, Fernando Rodrigues afirmou que saía de Nanterre mais português em virtude do apoio e calor humano que sentiu. É provável. Tal como é provável que saia de lá com mais umas dezenas ou centenas de votos para as próximas eleições autárquicas.
"O presidente dos emigrantes"
Noutra parte do seu discurso, Fernando Rodrigues afirmou: "Dizem que eu sou o presidente dos emigrantes ... pois quero dizer-vos que sinto muita honra e muito orgulho". E sem dúvida que é o "Presidente dos emigrantes". Primeiro, porque nenhuma outra Câmara do país goza do benefício de, em altura das eleições autárquicas (só das autárquicas!), ter inúmeros votantes a deslocarem-se de tão longe, com tantos meios de transporte e tão bem organizados. Mas ainda há outra razão para, com justa razão, ser apostrofado de "o presidente dos emigrantes": pela quantidade de gente do seu concelho que teve de emigrar para França e Suiça, por na sua terra não terem meios de sobrevivência. São poucos os privilegiados que não precisaram de emigrar.
Destaque 2
No passado dia 6 de Abril "presenciamos" uma das cenas mais cruéis alguma vez praticadas sobre um animal, e que por isso agora denunciamos. Através de um amigo nosso fomos chamados ao Ecocentro da Resat, no termo de Codeçoso, mas conhecido por Ecocentro do Baldoso, para ver uma cadela que ali tinha sido abandonada depois de primeiro ter sido barbaramente violentada. De facto, alguém terá decidido divertir-se, de uma forma muito cruel, com aquele pobre bicho, por sinal prestes a ser mãe. Talvez fosse um dono insatisfeito ou apenas alguém que faz mal por prazer, o que é típico de muitos seres (des) humanos. Podia arranjar muitas formas de se "desfazer" da cadela mas optou por amarrá-la pelo pescoço ao seu carro ou carrinha e arrastá-la várias centenas de metros até ao referido ecocentro, deixando um rasto de sangue e terror ao longo da Estrado Nacional 308. Mas como a pobre sobreviveu, mesmo numa possa de sangue e com fracturas e vários ossos dos membros bem à vista e o resto do corpo cheio de queimaduras do "arrastão", decidiu amarrá-la a um poste da rede do Ecocentro e abandoná-la ali, num sofrimento agonizante à espera da morte. Terá aguentado perto de 24 horas e só padeceu depois de uma eutanásia de misericórdia. Assim, pede-se a alguém que reconheça este animal (cadela tipo pastora pequena, castanha clara/amarela – ver foto) para denunciar o dono ou para entrar em contacto com o jornal que nós o faremos. Quem faz isto a uma animal (sabe-se lá do que será capaz) deve ser punido.
O mesmo se passa para a quem andou no último mês a espalhar veneno por toda a Vila e arredores de Montalegre e que acabou por matar dezenas de animais, alguns deles, como filhos para os seus donos. Se alguém não está satisfeito com cães abandonados, ou até com o cão solto do vizinho, não deve ser esta a maneira de actuar. Além de ser proibida é cruel e perigosa até para as crianças, que podem apanhar um isco e morrer por engano. Sabemos que as autoridades municipais nesta área não trabalham como deve ser, mas devemos todos colaborar e actuar com responsabilidade. O mesmo se passa com as autoridades policiais a quem pedimos atenção para estas situações.
O mesmo se passa para a quem andou no último mês a espalhar veneno por toda a Vila e arredores de Montalegre e que acabou por matar dezenas de animais, alguns deles, como filhos para os seus donos. Se alguém não está satisfeito com cães abandonados, ou até com o cão solto do vizinho, não deve ser esta a maneira de actuar. Além de ser proibida é cruel e perigosa até para as crianças, que podem apanhar um isco e morrer por engano. Sabemos que as autoridades municipais nesta área não trabalham como deve ser, mas devemos todos colaborar e actuar com responsabilidade. O mesmo se passa com as autoridades policiais a quem pedimos atenção para estas situações.
Destaque
Queima do Judas vai Sobrevivendo à Agonia das Tradições Pascais
A Páscoa é, por excelência, a maior das celebrações Cristãs, porque simboliza a vitória de Cristo sobre a morte através da Ressurreição. Assim, é uma data plena de tradições para os católicos. No entanto, também a religião parece atravessar uma crise e por isso vê agonizar algumas das suas mais importantes tradições desta época: é o caso dos "Autos da Paixão" de Cristo, a Bênção das casas (cada vez mais rara), entre outras. Só a Queima do Judas, uma tradição mais recente, parece estar a ganhar força a cada ano que passa. Será por conseguir juntar de forma quase perfeita o sagrado e o profano?
No passado dia 11, sábado à noite, junto ao Castelo de Montalegre, a tradição voltou a ser renovada, com a realização da Queima do Judas. A Câmara havia desafiado a população para apresentar o melhor "Judas" (e, para o efeito, publicou um regulamento), e as pessoas aderiram. Como já é hábito para outras iniciativas, a concentração de "judas" ocorre na Praça do Município, pelas 20 horas, e depois dá-se o desfile pelo centro da Vila em direcção ao Castelo, onde tem lugar a certame da escolha do melhor Judas e a sua queima.
Queima do Judas: uma tradição popular e quaresmal
"Personificado por um tosco boneco que é ciclicamente imolado num auto-de-fé popular, proporcionando deste modo uma catársica e regeneradora destruição, a insólita "Queima do Judas" consubstancia ainda uma inegável sátira à abstinência quaresmal que, na morte do Iscariotes, encontra a vingança há tanto tempo ansiada. O "apóstolo maldito" serve, deste modo, de bode expiatório dos malefícios da obrigatória frugalidade da Quaresma, bem como de arquétipo daquilo que é velho e gasto e se rejeita ritualmente destruindo-se pelo fogo, pela espada, pelo apedrejamento, pelo afogamento, pelo enterramento!
Como em outros costumes semelhantes, também aqui simbologias arcanas se aditam a funcionalidades críticas diversas, conjugando-se tudo para fazer destas práticas modelos tradicionais susceptíveis de se perpetuarem até aos nossos dias."
Queima do Judas: uma tradição popular e quaresmal
"Personificado por um tosco boneco que é ciclicamente imolado num auto-de-fé popular, proporcionando deste modo uma catársica e regeneradora destruição, a insólita "Queima do Judas" consubstancia ainda uma inegável sátira à abstinência quaresmal que, na morte do Iscariotes, encontra a vingança há tanto tempo ansiada. O "apóstolo maldito" serve, deste modo, de bode expiatório dos malefícios da obrigatória frugalidade da Quaresma, bem como de arquétipo daquilo que é velho e gasto e se rejeita ritualmente destruindo-se pelo fogo, pela espada, pelo apedrejamento, pelo afogamento, pelo enterramento!
Como em outros costumes semelhantes, também aqui simbologias arcanas se aditam a funcionalidades críticas diversas, conjugando-se tudo para fazer destas práticas modelos tradicionais susceptíveis de se perpetuarem até aos nossos dias."
Sexta-feira, Abril 17, 2009
Nº 417
Quinta-feira, Abril 09, 2009
Desporto - Destaque 2
CDC Montalegre sobe à 3ª Divisão O CDC Montalegre está de parabéns pois conseguiu o tão ambicionado regresso à 3ª Divisão do futebol Português (uma dezena de anos depois) ao sagrar-se campeão distrital a 4 jornadas do fim do Campeonato. O feito ainda tem mais relevo porque foi conseguido em casa do adversário mais directo, o Régua, através de um empate arrancado a ferro nos últimos minutos do encontro.
A anterior jornada já tinha sido de loucos pois o Montalegre sofreu a bom sofrer para empatar em casa com o Alijoense a duas bolas. Apesar de ter marcado primeiro por Jorge Fidalgo aos 16´ os barrosões viram o Alijoense, uma das equipas mais fortes do distrito, dar a volta para 1-2 ainda antes do intervalo. Na segunda parte o treinador José M. Viage arriscou mas o Alijoense defendeu-se muito bem e parecia que estava sentenciada a 1ª derrota no campeonato e logo em casa (onde ainda não tinha perdido pontos esta época). Mas a estrela da sorte, que normalmente acompanha as equipas campeãs, sorriu ao Montalegre que marcou o 2-2 já no final dos descontos pelo inevitável João Pedro. Este resultado, somado à derrota do Régua em Vidago (elevando para 12 pontos a diferença entre 1º e 2º), fez acreditar que a subida podia acontecer já em casa do maior rival na jornada seguinte, e por isso uma grande falange de barrosões (mais de uma centena), acompanhou a equipa até à Régua no passado Domingo. Mas a equipa local estava determinada a não permitir a festa no seu reduto e entrou muito forte na partida, aproveitando algum nervosismo normal dos barrosões, e chegou com naturalidade ao golo por Schuster à passagem da meia hora, resultado que valeria ao intervalo. Na segunda parte o Montalegre começa a dar um ar da sua graça e, com 3 substituições quase de rajada aos 60´, equilibra a partida. Mas os comandados de José Manuel Viagem tardavam em criar as oportunidades que o Régua ia desperdiçando em contra-ataque. Aos 70´ Jardel vê o 2º amarelo e o Montalegre fica a jogar com menos 1 jogador, mas só 8 minutos, pois Barroso, do Régua, solidário com a terra com o mesmo nome, é expulso também com 2º amarelo. O jogo ia-se aproximando do final e a festa parecia adiada, até que a 3 minutos do fim, o imparável João Pedro, a quem a idade não parece afectar, foge na direita após passe de Leonel Costa e com a sua habitual calma de matador, marca o seu 20º golo esta época, e aquele que levaria ao delírio jogadores, corpo técnico e adeptos presentes na bancada. A festa começava e ia estender-se pela tarde (na viagem de regresso) e noite adentro já na vila de Montalegre, no largo do Município onde o autocarro da equipa foi recebido por centenas de adeptos e muito fogo à espera de rebentar há muito tempo.
Os nosso desejos de parabéns e sorte para a próxima época para:
Jogadores - Diogo, Francês, Marco Guerra, Vaskes, Leonel, Márcio, Leonel Fernandes, Victor Dias, Cândido, Palhares, Freitas, Chiquinho, Carlitos, João Tunes, Guilherme, Bruno Santos, João Pedro, PTT, Jorge Fidalgo, Bruno Madeira, Jaime Ribeiro e Georges Jardel;
Equipa técnica e dirigentes - José Manuel Viagem, Otelo Nuno, Francisco Freitas, Carlos Rodrigues, Paulo Viagem, António Joaquim Alves, Luis Rodrigues, Renato Monteiro e o Luís roupeiro.
A anterior jornada já tinha sido de loucos pois o Montalegre sofreu a bom sofrer para empatar em casa com o Alijoense a duas bolas. Apesar de ter marcado primeiro por Jorge Fidalgo aos 16´ os barrosões viram o Alijoense, uma das equipas mais fortes do distrito, dar a volta para 1-2 ainda antes do intervalo. Na segunda parte o treinador José M. Viage arriscou mas o Alijoense defendeu-se muito bem e parecia que estava sentenciada a 1ª derrota no campeonato e logo em casa (onde ainda não tinha perdido pontos esta época). Mas a estrela da sorte, que normalmente acompanha as equipas campeãs, sorriu ao Montalegre que marcou o 2-2 já no final dos descontos pelo inevitável João Pedro. Este resultado, somado à derrota do Régua em Vidago (elevando para 12 pontos a diferença entre 1º e 2º), fez acreditar que a subida podia acontecer já em casa do maior rival na jornada seguinte, e por isso uma grande falange de barrosões (mais de uma centena), acompanhou a equipa até à Régua no passado Domingo. Mas a equipa local estava determinada a não permitir a festa no seu reduto e entrou muito forte na partida, aproveitando algum nervosismo normal dos barrosões, e chegou com naturalidade ao golo por Schuster à passagem da meia hora, resultado que valeria ao intervalo. Na segunda parte o Montalegre começa a dar um ar da sua graça e, com 3 substituições quase de rajada aos 60´, equilibra a partida. Mas os comandados de José Manuel Viagem tardavam em criar as oportunidades que o Régua ia desperdiçando em contra-ataque. Aos 70´ Jardel vê o 2º amarelo e o Montalegre fica a jogar com menos 1 jogador, mas só 8 minutos, pois Barroso, do Régua, solidário com a terra com o mesmo nome, é expulso também com 2º amarelo. O jogo ia-se aproximando do final e a festa parecia adiada, até que a 3 minutos do fim, o imparável João Pedro, a quem a idade não parece afectar, foge na direita após passe de Leonel Costa e com a sua habitual calma de matador, marca o seu 20º golo esta época, e aquele que levaria ao delírio jogadores, corpo técnico e adeptos presentes na bancada. A festa começava e ia estender-se pela tarde (na viagem de regresso) e noite adentro já na vila de Montalegre, no largo do Município onde o autocarro da equipa foi recebido por centenas de adeptos e muito fogo à espera de rebentar há muito tempo.
Os nosso desejos de parabéns e sorte para a próxima época para:
Jogadores - Diogo, Francês, Marco Guerra, Vaskes, Leonel, Márcio, Leonel Fernandes, Victor Dias, Cândido, Palhares, Freitas, Chiquinho, Carlitos, João Tunes, Guilherme, Bruno Santos, João Pedro, PTT, Jorge Fidalgo, Bruno Madeira, Jaime Ribeiro e Georges Jardel;
Equipa técnica e dirigentes - José Manuel Viagem, Otelo Nuno, Francisco Freitas, Carlos Rodrigues, Paulo Viagem, António Joaquim Alves, Luis Rodrigues, Renato Monteiro e o Luís roupeiro.
"Eis o Homem" - PSD Apresenta Candidato à Câmara de MontalegreRealizou-se no passa-do dia 22 de Março, pelas 15 horas no Hotel Quality Inn em Montalegre, um Plenário do PSD aberto a militantes e simpatizantes, a todos os que participaram nas listas do PSD nas últimas eleições autárquicas e aos muitos descontentes com o actual poder.
A ordem de trabalhos era a seguinte:
1) Análise da situação política do concelho;
2) Trabalho realizado pela Comissão Política no último ano;
3) Eleições autárquicas de 2009;
4) Outros assuntos.
O PSD congratulou-se pela excelente adesão ao plenário de militantes e simpatizantes, que numa soalheira tarde de domingo ali se deslocaram para debater o futuro do concelho. A adesão superou todas as melhores expectativas, e a sala encheu.
Os temas abordados, permitiram efectuar uma análise aos últimos anos de governação socialista, a forma de fazer politica em Montalegre e as perspectivas de futuro para o PSD e, simultaneamente, traçar o perfil daquele que será o candidato às eleições autárquicas pelo partido.
Foi ainda feita uma ampla análise ao desenvolvimento do concelho nos últimos anos, e elucidou-se os presentes com os baixos índices de desenvolvimento económico e social, que colocam Montalegre na cauda do desenvolvimento nacional.
Foi feito um resumo de todo o trabalho produzido pela actual comissão politica: As câmaras de vigilância "ilegais", a compra de pneus para o BMW que custaram mais de 2000 euros, os azulejos caríssimos para o multiusos e parque do Cávado, a compra de três carros de gama alta para a autarquia, o encerramento da escola de Vilar de Perdizes, a variante e a reportagem da SIC, os salários chorudos a familiares, os investimentos megalómanos sem retorno à vista, a não reclassificação dos funcionários da Câmara, etc.
Foi também comunicado a todos os presentes que o PSD deu conhecimento à Policia Judiciária, Procurador Geral da República, e Inspecção Geral das Finanças, de determinados actos da autarquia que parecem ilícitos e ilegais, tendo-se solicitado que aqueles organismos exerçam fiscalização e caso se justifique, punição.
Foi ainda anunciada a reactivação da estrutura da JSD, um dos objectivos a que esta comissão política se havia proposto aquando da tomada de posse.
Entrados no terceiro ponto da ordem de trabalhos, tomou a palavra Adelino Bernardo, para anunciar a todos os presentes, que como já havia dito, não se recandidatava, e que o novo candidato do PSD teria de ser um jovem, numa aposta de mudança para o presente imediato e futuro, tendo anunciado o nome de José Duarte Gonçalves, como o novo candidato do PSD à Câmara Municipal de Montalegre.
Seguiu-se a intervenção do candidato, que apelou à união de todos os sociais-democratas, militantes e simpatizantes, em torno da sua candidatura. "Uma candidatura que simboliza a mudança, e que é ao mesmo tempo uma resposta clara a todos aqueles que acusavam o PSD de ser um partido moribundo e incapaz de se renovar". Esta candidatura simboliza ainda a ruptura com a política do passado, e uma aposta na juventude: "o futuro é dos jovens, e eles devem ser chamados a construir o seu próprio futuro. Se não apostamos na juventude... não teremos futuro algum! Pois nós não herdamos a terra dos nossos antepassados... desenganem-se... apenas a tomamos emprestada dos nossos filhos... chama-se a isto governar com visão de futuro... a qual tem faltado a Fernando Rodrigues e ao Partido Socialista."
A candidatura do PSD tem um rumo, um projecto para Barroso, e uma estratégia clara que será divulgada em tempo oportuno, no seu programa de campanha. Contudo o candidato deixou já claro qual será a aposta de governação: "temos de colocar a prioridade nas pessoas, e nos seus problemas... chega de megalomanias... como presidente nunca quererei o meu nome perpetuado numa qualquer placa...mas sim no coração dos Barrosões!"
Os militantes e simpatizantes presentes na sala, aplaudiram de pé e aclamaram o candidato!
A onda de mudança começou!
Duarte Gonçalves, de 27 anos, licenciado em Gestão de Empresas, natural de Meixedo, é o eleito pela Comissão Política do PSD para assumir a candidatura do PSD às eleições autárquicas 2009, que se realizarão no mês de Outubro. É jovem com formação adequada na área da Economia e traz consigo a força, vitalidade e sensibilidade que têm os jovens. Além da formação adequada para as responsabilidades de gestão de um município, Duarte Gonçalves tem tido uma intervenção cívica de relevo ao escrever na imprensa regional sobre temas económicos. Também tem tido uma postura interventiva, p. ex., ao denunciar os erros e responsabilidades que o actual Presidente da Câmara teve na circular de Montalegre e ao apontar uma melhor solução para aquele infeliz traçado.
Poderia, terminado o curso, instalar-se no litoral (como fazem muitos outros), mas acredita na sua terra e é nela que se quer instalar e nela introduzir o que de bom aprendeu na Universidade. A sua candidatura promete trazer mudança, vitalidade e a luta por soluções a um concelho deprimido. Há nele sobretudo uma enorme vontade de mudança, porque é bem visível que, com a actual presidência, o Município não passa de cepa torta, está a perder terreno, quando comparado com os concelhos vizinhos, e regista índices de desenvolvimento baixíssimos, que fazem dele um dos concelhos mais atrasados do país. A sua candidatura e a sua pessoa não têm os vícios nefastos do actual Presidente da Câmara, que largamente têm sido divulgados pelos jornais e continuarão a ser divulgados.
Poderia, terminado o curso, instalar-se no litoral (como fazem muitos outros), mas acredita na sua terra e é nela que se quer instalar e nela introduzir o que de bom aprendeu na Universidade. A sua candidatura promete trazer mudança, vitalidade e a luta por soluções a um concelho deprimido. Há nele sobretudo uma enorme vontade de mudança, porque é bem visível que, com a actual presidência, o Município não passa de cepa torta, está a perder terreno, quando comparado com os concelhos vizinhos, e regista índices de desenvolvimento baixíssimos, que fazem dele um dos concelhos mais atrasados do país. A sua candidatura e a sua pessoa não têm os vícios nefastos do actual Presidente da Câmara, que largamente têm sido divulgados pelos jornais e continuarão a ser divulgados.


