sexta-feira, janeiro 23, 2009

 

Barroso em Resumo

1) "Reis de palmo e meio" desfilam pela vila

Como já vem sendo hábito de há alguns anos a esta parte, no passado dia de reis as crianças do Jardim-de-infância de Montalegre, e do ensino básico pertencentes ao Agrupamento de Escolas de Montalegre, juntamente com professores e educadores desfilaram pelas ruas da vila de Montalegre apregoando os reis e animando todos os barrosões que por ali passavam.
No entanto, o "pregão" não se limitou aos transeuntes e, como tradição, as nossas crianças foram visitar várias instituições, públicas e privadas, da nossa vila levando muito boa disposição e várias canções mais ou menos sincronizadas, como a Santa Casa da Misericórdia, a Rádio Montalegre, TV Barroso, a Biblioteca (foto), e a Câmara Municipal, literalmente invadida pela pequenada.
Fernando Rodrigues, Presidente da Câmara de Montalegre, acompanhado pela vereadora da educação, Fátima Fernandes, receberam os meninos e os pedidos das "janeiras". O edil não escondeu a satisfação por ver tanta alegria no edifício da autarquia: «é com muito gosto que recebemos estas crianças numa tradição que, felizmente, continua presente na nossa terra».


2) Ano Novo, Frio Velho
Apesar da fama dos Invernos muito rigorosos ("nove meses de Inverno e três de Inferno"), já nem os próprios Barrosões estavam habituados a ter um Inverno tão agreste como o que temos vivido, e mais parece que o famoso "aquecimento global" virou arrefecimento global. De facto, nem a entrada no ano novo mudou alguma coisa, e o frio que já tinha sido muito no Inverno velho, voltou agora ainda com mais força no Inverno novo, com o 4º nevão desta estação no passado dia 9 (tem sido fim-de-semana sim, fim-de-semana não). Este trouxe temperaturas muito abaixo de zero (superior a - 10 ºC em algumas zonas do concelho), além de neve em zonas pouco comuns do país como as cidades de Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, etc.
No nosso concelho, desta vez, a parte mais afectada foi o baixo barroso, com quase 20 cm da "branquinha". No entanto, foi o gelo que se fez sentir que acabou por trazer mais estragos e inconvenientes. As escolas fecharam pela 4ª vez devido à neve na sexta-feira dia 9, as estradas estiveram cortadas e/ou condicionadas vários dias, como foi o caso da Nacional 103, desde, imagine-se, as Cerdeirinhas até Montalegre e até algumas actividades culturais foram adiadas.
Nas aldeias, além das dificuldades das estradas municipais, foram os contadores e condutas de água os mais afectados. Muitos contadores e condutas rebentaram com o gelo, e muitos barrosões estiveram vários dias sem água nas torneiras por estar congelada. E o frio, segundo as previsões, parece que é para continuar. Quanto à neve, é "esperar para ver", mas se a sequência se mantiver vamos tê-la no fim-de-semana da feira do Fumeiro de Montalegre, o que pode até nem ser mau.

3) Detido suspeito de roubar prendas na Venda Nova, enquanto os noivos casavam
A GNR de Chaves deteve há dias, em Braga, um indivíduo com cerca de trinta anos, suspeito de ser um dos autores do roubo de uma moradia na Venda Nova, no passado mês de Setembro. O roubo ocorreu no dia e hora em que os donos celebravam na igreja o casamento da sua filha, pelo que é de presumir que os malfeitores eram da zona e tinham conhecimento daquela solenidade e da ausência das pessoas da casa.
O homem em causa, suspeito do assalto, estava sujeito a Termo de Identidade e Residência, mas ausentou-se do país para o Brasil sem autorização. Tendo regressado para passar em Portugal a quadra natalícia, foi recapturado e presente ao tribunal de Montalegre, que lhe decretou como medida de coacção a apresentação periódica às autoridades.
Além de várias peças em ouro, um plasma de grandes dimensões, um computador portátil e ainda uma arma legalizada, os ladrões levaram 14 mil euros em dinheiro, parte do qual dado como prenda de casamento aos noivos pelos convidados da cerimónia.
Na noite do assalto, o Núcleo de Investigação Criminal (NIC) da GNR de Chaves ainda conseguiu recuperar parte dos objectos roubados, mas do dinheiro perdeu completamente o rasto. No entanto, quatro dias mais tarde, conseguiu deter um dos principais suspeitos do assalto, natural da zona, que viria agora a ser recapturado em Braga, onde passaria largo tempo, e presente ao tribunal.

4) Torres eólicas, financiamento das freguesias e fraqueza de quem nos governa
O vento tor-nou-se na grande fonte de rendimento de várias aldeias do Alto Tâmega e Barroso, que arrendaram terrenos baldios para a produção de energia eólica. Há casos em que o que recebem pelas torres eólicas é superior ao que recebem do Fundo de Financiamento das Freguesias, doado pelo Estado. No entanto, de pouco lhes vale, pois esse dinheiro ou não é investido ou é mal investido. No geral, quando se fala em investimentos, as pessoas das aldeias só se lembram de caminhos agrícolas. "Vento o deu, vento o levou".
Por exemplo, nas Alturas do Barroso, em Boticas, a anuidade paga à Junta de Freguesia é investido em caminhos agrícolas. Desde 2004, o conselho de compartes dos baldios da freguesia das Alturas do Barroso investiu cerca de 52 mil euros em alargamento e limpeza de caminhos agrícolas. Está prevista a colocação de mais 12 torres eólicas, o que trará mais rendimentos à freguesia e mais investimentos, talvez em caminhos para lá passar um ou dos vizinhos. Em média, a aldeia irá receber 5000 euros por cada aerogerador.
Em Sabuzedo, no concelho de Montalegre, os nove aerogeradores colocados rendem à aldeia 20 mil euros por ano, quase tanto como recebe toda a freguesia (composta por Mourilhe e Sabuzedo) do Fundo de Financiamento das Freguesias. À semelhança de Alturas do Barroso, Sabuzedo investiu no arranjo de caminhos agrícolas, que os aguaceiros do Inverno destruirão e a vegetação da Primavera encobrirá. Também foram feitas umas alminhas (e diga-se que de muito mau gosto), uns lavadouros públicos sem arte "e, se não tem sido feito mais, é por falta de entendimento da população". Enquanto isso, o dinheiro vai-se acumulando no banco. Neste momento garantem que têm lá 150 mil euros. E é melhor assim do que gastá-lo mal.
Parques do Minho rendem muito mais às freguesias
Além de se gastar mal o dinheiro que provém da anuidade que pagam as empresas produtoras de electricidade (como em certos caminhos agrícolas, etc.), ainda há outra coisa que mostra bem o desgoverno desta terra: em comparação com o Minho, os nossos parques eólicos são mal pagos.
No Minho, ao contrário de Barroso, os parques estão a ter um significativo impacto socio-económico nos municípios onde se localizam. Pagam 2,5 % da facturação bruta, como também pagam pelas rendas aos proprietários e indemnizações às freguesias onde se localizam, no valor de vários milhões. Além disso, associados aos parques, está a surgir um "cluster" industrial na região, que aumenta expressivamente o seu PIB, pela criação de empregos e riqueza. P. ex. três dessas fábricas já estão em funcionamento e mais três estão em vias de actividade. Parte do produto é para exportação.
Isto mostra bem o atraso da nossa região, a fraqueza de quem a governa e as más escolhas políticas. Como é possível que gente que não sabe o que é um KW, MW, GW/h, potência de torre, capacidade instalada de um parque, etc. esteja a negociar as rendas de um parque!

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