sexta-feira, julho 11, 2008

 

Opinião

E o Povo é Que Paga

Está em cima da mesa uma proposta para que os clientes da EDP passem a pagar os calotes e atrasos de pagamentos dos clientes incumpridores, e demais deficiências de tesouraria. Agora paga o justo pelo pecador! Onde já se viu tamanho disparate?... Só em Portugal se admitem sequer propostas ridículas destas. Num país credível e defensor dos cidadãos isto era simplesmente impensável, aliás, seria motivo de sobra para fazer rolar muitas cabeças!
Ao que parece, temos um funcionamento da EDP assente numa empresa produtora e numa empresa distribuidora. Ora a distribuidora paga a energia à produtora e faz com que ela chegue a casa das pessoas. O problema parece residir no facto de a empresa distribuidora ter problemas de tesouraria, devidos a atrasos de cobranças e, sobretudo, ao facto de os pagamento serem desfasados no tempo. Ou seja, a EDP distribuição compra a energia, tem custos com a distribuição, e só passados dois meses (factura bimensal) é que recebe dos clientes, isto quando estes pagam a tempo e horas. Portanto a solução encontrada por esses senhores de uma entidade reguladora que não deve "regular lá muito bem" foi propor que o povo pague uma taxa para financiar as necessidades de fundo de maneio da EDP. Isto é rídiculo! Quantas e quantas empresas têm uma tesouraria deficitária? Não me consta que elas apliquem taxas a clientes regulares para cobrir créditos de fornecimento ou incobráveis!
Mas, segundo sei, o grupo EDP no seu todo gera milhões de euros de lucro por ano! Isto é manifestamente gozar com o "ceguinho"!
O Povo é que paga - parte 2
É verdade, o filme acima tem sequela! Também no que respeita à água que consumimos andamos a pagar o que não devíamos. Saiu uma nova lei que proíbe a cobrança de quaisquer taxas de aluguer de contador, por se tratar de um serviço público essencial. Muitas autarquias, Montalegre inclusive, apenas "mudaram o nome aos bois" e continuam a cobrar o dito valor. Apesar de o legislador ter previsto essa situação, as autarquias continuam a cometer abusos, mudando apenas o nome da taxa para "taxa de disponibilidade" ou outro nome do género! Isso é Ilegal e a associação de defesa dos consumidores prometeu estar atenta a essa situação. A ver vamos se um dia seremos ressarcidos ou não desses montantes, acrescidos dos respectivos juros, pois nós quando nos atrasamos no pagamento também temos de "os pagar e não bufar". Por agora resta-nos abrir a carteira e pagar mais esse abuso, como se a vida económica dos portugueses andasse de muito boa saúde!
Por Duarte Gonçalves

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