quinta-feira, julho 03, 2008

 

Barroso em Resumo

1) Festas do S. João da Fraga em pitões das Júnias
O passado fim-de-semana foi intenso na aldeia de Pitões das Júnias, no coração do Gerês, com as celebrações da Travessia de frei Gonçalo Coelho, no sábado, e o S. João da Fraga, no Domingo. A organização destes dois eventos, incluídos nas festas de S. João da Fraga, esteve a cargo da Associação Recreativa e Cultural " O Fiadeiro de Pitões", contando com o apoio da Junta de Freguesia local e do Ecomuseu.
4ª Travessia de Frei Gonçalo
A manhã de Sábado começou bem cedo para os corajosos caminheiros que este ano percorreram o trilho de Frei Gonçalo Coelho entre o lugar de Cela na raia galega e a pitoresca aldeia de Pitões das Júnias, no nosso concelho. Tratou-se da 4ª edição e juntou à volta de 100 pessoas dos dois lados da fronteira. Os portugueses saíram bem cedo de Pitões no autocarro que os levou até Cela. Aí deu-se o ajuntamento com os vizinhos galegos e a partida a pé por montes e vales que relembram o percurso de quase 12 km que Frei Gonçalo Coelho fazia no século XV quando foi nomeado pároco de Pitões, onde vinha rezar missa ao secular mosteiro local, e da referida povoação galega. A chegada a Pitões ocorreu ao início da tarde onde foi servido o lanche no largo do Eiró e onde a animação continuou até noite dentro.
S. João da Fraga
Mas a noite acabou por ser pequena para os corajosos que quiseram deslocar-se até à capela de S. João da Fraga no Domingo, dia da celebração anual desta festa. A partida deu-se pouco depois das 7 horas da manhã uma vez que a missa estava marcada para as 10 horas e o trilho não é fácil, apesar de permitir observar-se das mais bonitas paisagens da região. Terminada a missa e a procissão, foi servido um lanche convivo no Carvalhal do Porto da Laje, seguido de muita animação com os Gaiteiros locais, os gaiteiros da Espiral (Braga), cantares ao desafio com a Celeste e Marinho, Concertinas, etc. À noite, a partir das 22 horas, e já bem no centro da aldeia, as cerimónias do S. João da Fraga culminaram, como habitualmente, com um concerto de música ligeira, este ano com o grupo LS.


2) "À Descoberta do Barroso"
No próximo fim-de-semana (5 e 6 de Julho), a Câmara Municipal de Montalegre promove um evento intitulado "À Descoberta do Barroso" e que inclui visitas a alguns dos pontos mais turísticos do concelho, além da realização de alguns trilhos pedestres.
No Sábado, dia 5 os trilhos a realizar são o "Trilho do Lobo e Carvalhal do Avelar", em Montalegre e "Trilho do Contrabando", em Vilar de Perdizes. A concentração será partir das 9:30 horas na Praça do Município.
Também no sábado a partir das 14:00 horas e no domingo após as 9:30 horas, ocorrem visitas a duas aldeias do Parque Nacional da Peneda Gerês (Pitões das Júnias e Paredes do Rio), em autocarro, com concentração na Praça do Município.
Em Pitões os sítios a visitar incluem o Polo do Ecomuseu, o Forno do Povo, a Cascata, o Mosteiro e a aldeia em geral. Em Paredes serão o Pisão, o Engenho hidráulico e os Moinhos.
A Câmara Municipal oferece o transporte, serviço de guias e lanche convívio nas Olas de Santa Marinha, em Vilar de Perdizes, com a condição de cada participante estar alojado no concelho, ou pelo menos fazer uma refeição num dos restaurantes do concelho de Montalegre.
As marcações poderão ser efectuadas nos locais de estadia, ou respectivos restaurantes, e ainda para o 276 511 010 (Posto de Turismo)


3) Parafita no S. João de Braga
Com o brilho habitual, Montalegre voltou a Braga, para mostrar os seus dotes e exibir a sua arte.
A Banda de Música da Associação Cultural de Parafita, mais uma vez esteve presente no S. João de Braga, na cerimónia de abertura nas festas, presidida pelo Presidente da Câmara que recebe de todas as associações os cumprimentos na praça do município. É um momento muito bonito que torna a festa do S. João de Braga uma romaria única. Juntamente com as bandas convidadas, apenas seis, participam os ranchos folclóricos da cidade, um ou outro grupo de Zés Pereiras. É um momento que honra de forma particular as instituições que nela participam. Dizem os mais bairristas e entusiastas bracarenses que alguns até pagam para serem convidados para estar presentes nesta cerimónia. A verdade é que Parafita ombreou com bandas das mais prestigiadas de Portugal.
Pelas 10 horas iniciou a sua apresentação percorrendo as ruas da cidade. Depois na Praça da Avenida Central proporcionou um concerto em despique coma banda de Cabreiros.
A numerosa assistência, repartida pelo apoio interessado que dava a uma e outra banda, foi seduzida pelo bom e saudável relacionamento entre os dois maestros que, se propagou aos elementos da banda.
Curiosamente instalados num só "coreto", vizinhos apenas separados por um conjunto elegante de plantas decorativas, disputaram taco a ataco os aplausos dos assistentes. Cerca das 13 horas terminaram a actuação com o Hino de Braga, tocado em conjunto entusiasmando os bracarenses.
Esta actuação conjunta e de comunhão musical entre os maestros e os elementos das bandas, foi muito agradável, levando alguns a comentar os velhos tempos das picardias e guerrilhas entre assistências, bandas e maestros. Mesmo a circunstância de colocar as bandas no mesmo palco é uma forma curiosa e pouco habitual que noutros tempos tenderia a acabar mal.
Mesmo assim, os mais puristas, não deixaram de lembrar que uma boa "guerra" serve para apurar o desempenho e acicatar os artistas. Os de Montalegre até lembraram as chegas de bois que, quanto mais acirrados eram os donos, melhor eram as chegas.
Opiniões à parte a verdade é que a Banda de Parafita deixou bem marcada a sua qualidade musical e até a coragem do seu maestro que apresentou números de grande exigência musical interpretada com perfeição pelos seus músicos, para orgulho do seu presidente, dos barrosões presentes e do inefável Fernando que, com a sua respeitável barriga, empurra a Banda para o sucesso e conduz o autocarro em direcção ao futuro que se quer radioso.
Depois pela dia fora foi um lufa lufa. A Banda de Parafita deu testemunho do carácter dos Barrosões, tocou em todo o lado. No Feira Nova para buscar um suplemento económico que os administradores teimam em dar, recebendo em troca os acordes da alegria que a filarmónica lhe oferece, depois como quem rouba aos ricos para dar aos necessitados, neste caso de alegria e afecto, foram até outro lado da cidade, ao Asilo de S. José e tocaram de forma gratuita e abnegada no pátio central, o S. João de Braga, as rapsódias dos Santos Populares e outras tantas empolgando os mais novos que dançaram com os hóspedes do asilo. Os mais idosos, impedidos de cantar e dançar, expandiam alegria no olhar e nos sorrisos, na melhor retribuição para estes músicos e maestro que estavam animados e descontraídos embora cansados.
E a tarefa continuou até chegar à ritual actuação na Casa de Trás-os-Montes em Braga. Eram cerca de sete horas da tarde e a Banda de Parafita perfilada tocou para os transmontanos entusiasmando todos. Terminou com o Hino de Montalegre que um barrosão mais arrebatado aplaudiu dizendo acabámos de ouvir o "Hino Nacional Barrosão". (R. Borralheiro)

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