sexta-feira, junho 20, 2008

 

Destaque 2

Faleceu Provedor da Misericórdia de Montalegre

O concelho de Montalegre viu partir, dia 11 do corrente, um dos seus mais dinâmicos filhos. Chamou-se pelo baptismo Manuel António Pereira, de alcunha, o «Manuel Carriço», natural de Codeçoso, freguesia de Meixedo, de onde era natural sua Mulher, a D. Aninhas.
Nasceu em 9/11/1929 pelo que ia completar 79 anos. Em 1942 ingressou no Seminário de Vila Real, integrando um grupo de 41 alunos, de entre os quais estiveram no seu funeral: O Pe Dr. Ferreira de Matos (Beça), o Pe. Dr. Manuel Alves, (Arcipreste de Valpaços) o Pe Martins Calheno (Vila da Ponte), o Solicitador Manuel Pires Madureira (Chaves) e Serafim Alves (Vilar de Maçada). Participaram no funeral, outros sacerdotes: Padre Feliz (Vila da Ponte), Pe. Dr. João Branco Alves (S. Vicente), Padre Delmino Fontoura, Padre Vitor (Pároco que presidiu às cerimónias), Padre Alberto (Tourém e Pitões) e o mais jovem Padre do concelho natural de Peirezes, a curar a freguesia de Viade. Recentemente faleceu o Escritor Dr. António Cabral (Castedo do Douro) que era do mesmo curso.
Quatro anos depois de entrar no Seminário abandonou, para tomar contar da Casa Agrícola de seus pais (que haviam feito fortuna nos USA). Em 1958 foi Presidente da Junta de Freguesia de Meixedo. E foi de tal maneira activo que o Dr. João Canedo, ao tempo Presidente da Câmara o convidou para seu braço direito, como vereador. Durante vários anos foi Vice-Presidente. E, durante cinco anos, foi juiz de Instrução Criminal Substituto do Tribunal da Comarca. Mais recentemente fora nomeado Juiz de Paz. Desempenhou, entretanto diversos outros cargos de interesse público: Director da Caixa Agrícola Mútua, Presidente da Assembleia Geral da Cooperativa Agrícola da Batata de Semente, Presidente do Conselho Fiscal dos Bombeiros Voluntários, sócio-gerente da Agência de Viagens Nevetur e Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Montalegre, durante vários anos, sendo fundador do Lar de S. José que acolhe dezenas de pessoas da 3ª idade e ainda do Jardim Infantil, integrados na esfera de competências da Santa Casa, todos com actividade exemplar.
Foi o primeiro barrosão a ter televisão em casa, numa altura (1962) em que nem na própria vila, sede de concelho existia. Ao contrário de muitos ex-seminaristas que maldizem a instituição, foi sempre um católico praticante e, nessa linha de conduta, toda a Família, nomeadamente a Esposa, a Filha Luísa, e os Filhos, o "Toni" e o José Manuel, que veio expressamente do USA para a última despedida.
Colaborador da Igreja, foi também um dinâmico auxiliar das Juntas de Freguesia, factos que na maior parte geram muita simpatia, a par de situações em que também dão azo a um ou outro descontentamento.
Codeçoso e Meixedo, bem como várias instituições concelhias perderam muito com o seu repentino desaparecimento. Acreditamos que a Câmara, como a Junta de Freguesia, vão perpetuá-lo numa próxima ocasião. Cerca de meio milhar de pessoas, de todas as proveniências e classes sociais se incorporaram numa profunda manifestação de pesar.
Por Barroso da Fonte

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