terça-feira, junho 10, 2008

 

Barroso em Resumo

1) Possível Fecho da Escola Revolta Mães de Vilar de Perdizes
A decisão do concelho Municipal de Educação de encerrar a escola de Vilar de Perdizes está a deixar revoltada a população local, nomeadamente os pais dos alunos que não querem ver os seus filhos a deslocarem-se todos os dias para Montalegre, sobretudo quando ainda existem quinze crianças em idade escolar. Além disso, a escola foi intervencionada ainda há poucos anos e possuiu boas condições (quatro salas, aquecimento central, material informático e recreio coberto).
O encerramento do estabelecimento foi confirmado há pouco mais de uma semana pelo próprio presidente da Câmara de Montalegre, Fernando Rodrigues, no decorrer de uma reunião com as mães.
Esta situação mal justificada deixou as mães de vilar à beira de um ataque de nervos e já foram várias as reuniões e acções de protesto contra o município, a última das quais nas carrilheiras de Barroso, Rota do Contrabando, que passou em Vilar este fim-de-semana e que teve a presença do presidente do Município na inauguração do percurso.
As mães estão dispostas a tudo pois ainda nem sequer está concluído o novo pólo escolar concelhio e que irá reunir todas as crianças do primeiro ciclo do concelho num moderno edifício ao lado da escola Bento da Cruz. Assim, as crianças serão obrigadas a frequentar a actual e velhinha escola EB1 de Montalegre (antiga preparatória).
Além disso, as mães argumentam que terão se de levantar (e aos seus filhos) pelas 6.30 horas para apanharem o autocarro, enquanto à tarde só chegaram depois das seis, hora nocturna em boa parte do ano escolar. Com um horário destes que tempo passarão com as famílias, e onde arranjaram forças para estudar em casa, questionam.
Mas as mães de Vilar não se dão por vencidas e prometem novas acções de protesto para breve.

2) V Carrilheiras de Barroso e Rota do Contrabando
Realizou-se nos dias 30 de Maio e 1 de Junho mais uma edição das "Carrilheiras de Barroso". Esta edição ficou marcada pela estreia da Rota do Contrabando. A organização, como habitualmente esteve a cargo do Município através do Ecomuseu de Barroso, e à qual se associaram o Agrupamento de Escuteiros 1115 - Montalegre e o Clube Papaventos.
Ao todo foram à volta de 200 participantes, alguns deles oriundos da vizinha Espanha, que se deslocaram ao barroso para fazerem os seus trilhos por montes, vales e campos agrícolas, numa simbiose com a população local e a natureza envolvente, especialmente atractiva nesta época do ano.
O percurso da rota do contrabando acrescenta ainda mais uma atracção a este evento uma vez que permite a muitas pessoas recordar o seu passado e o dos seus antepassados, sobretudo os tempos onde o contrabando imperava por terras de Barroso. Para outras é o descobrir da história da ditadura e da luta pela sobrevivência neste pequeno paraíso abandonado.

3) Depois do sucesso da Haka, Chouribes voltam a atacar e em dose dupla
Depois do estrondoso sucesso que foi a Haka Barrosã, o grupo barrosão Chouribebes lançou mais dois vídeos com as suas incomparáveis trapalhadas, uma espécie de "gatos fedorentos" do Barroso.
Estes dois novos episódios da saga podem ser vistos, como costume, na TV Barroso (tvbarroso.com) e já um pouco por todo o mundo da Internet nos vários sites que alojam vídeos, como o Youtube.
O primeiro vídeo foi inspirado num recente fenómeno nacional e que muito tem preocupado as autoridades portuguesas, o "carjacking" (roubo violento de automóveis), só que aqui os alvos pretendidos não são automóveis topo de gama, mas sim tractores. Tendo esta nova ficção sido intitulada de Tractorjacking. Também aqui, um dos personagens, que vagueia calmamente no seu tractor pelos campos do Barroso, é forçado a parar por um grupo de bandidos que se deslocam noutro tractor munidos de vários paus e utensílios agrícolas que usam para espancar o primeiro, enquanto se evadem no seu tractor.
A outra paródia nova intitula-se de "Férias em Barroso" e trata-se de um diálogo entre um casal em férias na região, enquanto se bronzeiam num bonito carro de bois, acerca dos seus filhos que estão na aldeia e se deveriam portar bem. Estas e outras cenas cómicas poderão ser vistas nas próximas actuações do grupo previstas para a feira do livro e noite das bruxas.

4) Palestra sobre Biodiversidade e Floresta Autóctone no Baixo Barroso
O Clube da Floresta, ‘Esquilos Vermelhos’, do Agrupamento de Escolas do Baixo Barroso - Venda Nova - Montalegre, comemora a Semana do Ambiente, com Palestra sobre "Biodiversidade e Floresta Autóctone", sendo convidado o Coordenador Distrital de Braga do PROSEPE/Clubes da Floresta (Jorge Lage).
Assim, dia 3 de Junho, no Auditório do Agrupamento de Escolas, vão ser feitas 3 sessões, de 90 minutos cada, para todos os Alunos do 2.º e 3.º ciclos, abrangendo um universo de 150 Alunos.
O objectivo é sensibilizar os Alunos para valorização e defesa da Biodiversidade e da Floresta Autóctone.
A Palestra contará num primeiro momento uma sensibilização para um melhor Ambiente, seguindo-se a Biodiversidade e os ecossistemas em perigo e termina-se, mostrando a beleza, magia e riqueza da nossa Floresta Autóctone. A biodiversidade do Barroso e o seu aproveitamento turístico-ambiental e paisagístico são dos principais vectores de sustentabilidade desta economia rural.
Importa referir que, dada a grade distância de Vila Real e a Proximidade de Braga, os "Esquilos Vermelhos" ao Distrito de Vila Real, têm sido apoiados pela Coordenação Distrital de Braga, incorporando-se nos nossos Encontros Distritais."
Numa altura que a biodiversidade e natureza mundiais estão cada vez mais em risco um Clube e Escola isolados como estes, mas com esta sensibilidade, merecem destaque e ser apoiados e estimulados.

5) Lançamento do livro: "Salto – Apelos do Torrão Natal"
Decorreu no último dia de Maio, num auditório da Biblioteca Lúcio Craveiro da Silva, em Braga, completamente cheio, o lançamento do livro "Salto – Apelos do Torrão Natal", da autoria da Drª Conceição Pacheco, natural de Salto, a primeira mulher licenciada em Montalegre pela Universidade de Coimbra e colaboradora durante vários anos do nosso jornal. A esta apresentação não faltaram amigos e colegas da autora vindos de Cabeceiras de Basto, Montalegre/Salto, para além dos de Braga e inúmeros familiares.
A cerimónia constou de uma primeira parte com apresentação de uma reportagem fotográfica em PowerPoint da Vila de Salto elaborado pelo Dr. Miguel Louro, também responsável pela composição e design. Seguiu-se-lhe a apresentação do livro da autora, que consta de crónicas e contos tendo por centro a região de Barroso e Salto em particular. O livro reúne os textos publicados em jornais e revistas, mas também alguns inéditos que entretanto a autora foi escrevendo, sempre com a finalidade de deixar aos seus conterrâneos e demais leitores um manancial de saberes e curiosidade sobre Salto e suas gentes. Este livro mostra bem a sua maneira de ser e de estar amorosamente enraizada na sua aldeia, numa perspectiva saudosa (sem saudosismo), projectada na modernidade, ou seja, neste desejo de que o futuro havia de sempre para melhor.

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