segunda-feira, abril 21, 2008

 

Barroso em Resumo

1) Palestra sobre "Vilas Criativas - Montalegre a Desenvolver"
Realizou-se, na manhã da passada quinta feira, na escola Dr. Bento da Cruz em Montalegre, uma palestra sobre a vila de Montalegre. Esta acção foi organizada por alguns alunos da turma do 12.ºC deste estabelecimento, dentro da disciplina de área de projecto, e insere-se num concurso a nível nacional, designado "Cidades/Vilas Criativas" e que visa, sobretudo, fazer um diagnóstico da vila de Montalegre a fim de, posteriormente, serem apresentadas junto da comunidade educativa, propostas inovadoras para a melhoria da qualidade de vida dos Barrosões (foto CMM).
Para este debate foram convidados o Presidente do Município, Fernando Rodrigues, que traçou um diagnóstico geral do concelho, o Director do Ecomuseu de Barroso, David Teixeira, que expôs as principais valências deste centro de cultura e algumas perspectivas para o futuro do Ecomuseu, o Director do Centro de Saúde de Montalegre, Eugénio Fecha, que falou acerca da saúde dos barrosões e sobre as principais preocupações que se enfrentam actualmente nesta área, antes do encerramento pelos alunos da organização. A abrir e coordenar os trabalhos esteve também o director da escola João Surreira.
Além desta palestra os alunos envolvidos neste projecto mantêm, desde Novembro de 2007, um Blog na Internet onde procuram divulgar Montalegre e identificar, junto com a comunidade virtual, os principais aspectos do nosso concelho que devem ser melhorados. Para aceder visite
http://montalegre_a_desenvolver.blogs.sapo.pt/
2) Debate em torno do Mel do Barroso
Na tarde do passado dia 10 de Abril realizou-se, no Auditório da Cooperativa Agrícola dos Produtores de Batata de Semente de Montalegre, um encontro de produtores de mel do concelho onde foram debatidos alguns problemas e objectivos comuns, nomeadamente a possibilidade de criação de uma Zona de Produção Controlada Sanitariamente.
Esta iniciativa foi organizada pelo Agrupamento de Produtores do "Mel de Barroso - DOP" em parceria com o Ecomuseu de Barroso, e contou com a presença do Dr. João Paulo e a Dr.ª Magda Tavares, em representação da Capolib (Cooperativa Agrícola de Boticas) e do Agrupamento de Produtores de Mel, e da Eng.ª Teresa da Montimel de Chaves.
Apesar de ter havido alguma divulgação foram apenas perto de 20 os produtores que se deslocaram ao referido auditório.
O Dr. João Paulo começou por tomar a palavra e agradecer a presença dos apicultores, referindo algumas das mais valias do "Mel de Barroso DOP", uma marca reconhecida a nível europeu, e apresentando algumas das condições que o agrupamento já dispõe para a produção de mel com todas as mais modernas exigências actuais. Também levantou um pouco o véu sobre a "Zona Controlada".
De seguida a Dr.ª Magda complementou estas informações, realçando a Casa do Mel do Agrupamento, situada em Beça, que dispõe de uma moderna sala de extracção de mel, além da assistência técnica que o Agrupamento dispõe. Outras mais valias para os associados do agrupamento são, por exemplo, a promoção do mel e o apoio à comercialização, com um preço garantido. Antes de apresentar todas as regras e mais valias da zona controlada, a Dr.ª Magda ainda fez um apanhado da situação sanitária das abelhas da região, onde doenças como a Varroose ou Loque duplicaram no último ano. A Loque ainda mereceu um destaque em particular pela importância que já tem na região e para elucidar os apicultores para o problema que pode tornar-se e a forma de o evitar ou contornar.
A futura Zona Controlada de mel abrangerá o Concelho de Chaves, Boticas e Montalegre (se forem conseguidas mais de 60% de assinaturas dos apicultores do nosso concelho). O objectivo desta Zona Controlada Sanitariamente passa por diminuir a incidência, ou até extinguir, certas doenças. Para isso, os apicultores teriam de cumprir certas regras, sobretudo ao nível sanitário das abelhas, colmeias e outros materiais de manuseamento. Por exemplo, a realização de análises anuais (tipo o que já acontece com as espécies de animais domésticos) e acções de tratamento simultâneo para as doenças que surgissem. Uma das mais valias da Zona Controlada é a qualidade do mel e o preço garantidos, além de um apoio especial do Governo de 5 euros/ colmeia. O que não é mau comparado com os 3 euros/colmeia para os apicultores que não aderirem a zonas controladas (e isto só para mais de 25 colmeias).
Para mais informações os apicultores interessados deverão contactar o agrupamento ou irem a
www.meldebarroso.com.

3) Montalegre na Feira de Nanterre
Pelo 4º ano consecutivo o Município de Montalegre esteve presente na Feira de Nanterre (arredores de Paris – França), levando à vasta comunidade Portuguesa ali residente, e aos Franceses em geral, um pouco do que melhor se faz no Barroso. Os emigrantes do Barroso a residirem nesta região francesa apareceram em força ou não tivessem direito a um jantar de confraternização oferecido pela Câmara, com a animação garantida pelos Chouribebes.
O stand de Montalegre foi, mais uma vez, elogiado por todos e pela própria organização. Claro que há quem questione as verdadeiras razões desta presença por terras gaulesas e quase toda a gente sabe quais são, mas sempre são alguns dias em que os barrosões emigrados podem matar saudades da terra que os viu nascer, e dos seus produtos, mais ou menos, tradicionais.

4) Autarquia leva crianças ao circo
O Circo Mundial, que recentemente esteve em Montalegre para três secções para o público em geral, regressou com um novo espectáculo de duas horas destinado às crianças das escolas do 1º ciclo de Montalegre, e que contou com o patrocínio do município, que assim permitiu a muitas crianças contactarem, pela primeira vez ao vivo, com um mundo que sempre povoa os seus sonhos.

5) Mais quatro Barragens na Região
O Governo lançou na passada semana o primeiro concurso público para a construção das barragens de Gouvães, Padroselos, Alto Tâmega e Daivões – todas localizadas no Alto Tâmega - incluídas no plano nacional, cujo investimento será entre 450 e 760 milhões de euros.
O concurso público para a concessão, construção e exploração das barragens vai decorrer até 30 de Junho deste ano, sendo que os resultados deverão ser anunciados em Agosto próximo.
As quatro barragens foram escolhidas com base numa lista de 25 localizações possíveis e as obras deverão começar, o mais tardar, em 2010 e poderão prologar-se até 2015.
Fernando Campos, presidente da Câmara Municipal de Boticas e presidente em exercício da AMAT (Associação de Municípios do Alto Tâmega), manifestou, em nome desta Associação de Municípios, a sua "satisfação pelo lançamento do concurso público, por parte do Governo, das barragens de Daivões, Gouvães, Alto Tâmega e Padroselos. Primeiro porque vem de encontro à posição defendida pelo concelho directivo da AMAT, que quando o Governo apresentou a primeira versão do plano nacional de barragens, depois de o analisar, deliberou manifestar a sua concordância e a sua satisfação com os investimentos e os empreendimentos que iam ser construídos dentro da sua área de jurisdição. Depois, porque o Governo atendeu à nossa sugestão de que deviam ser colocados num único lote este quatro empreendimentos que serão realizados exclusivamente na região do Alto Tâmega".
Fernando Campos referiu ainda que a AMAT está "num processo de formalização do negócio com a EDP no sentido de ser criada uma parceria entre esta empresa e os Empreendimentos Hidroeléctricos do Alto Tâmega e Barroso (EHATB) [empresa detida pelos municípios do Alto Tâmega] para que possamos concorrer em conjunto à construção destes quatro empreendimentos, cujo valor de investimento pode ultrapassar os 760 milhões de euros.
Quero lembrar ainda que conseguimos que o Governo incluísse no programa do concurso a necessidade de salvaguardar os investimentos públicos que estão feitos na área de influência destas futuras albufeiras. Isso é muito importante para nós, porque há um conjunto empreendimentos dos municípios que de alguma forma poderiam vir a ser eliminados com a construção destas barragens.
A nossa satisfação tem a ver não só com a construção das barragens propriamente dita, apesar de estarmos conscientes de que há um potencial desenvolvimento da actividade económica nessa altura, mas porque estamos convencidos que depois de construídas vai ser possível alavancar um conjunto de empreendimentos de ordem turística que vão optimizar e potenciar o desenvolvimento da nossa região, tão carenciada de investimentos desta natureza", rematou.


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